
Há exatos 10 anos, o belo jovem norte-americano Matthew Shepard, então com 21 anos, foi vítima de um ataque fatal de homofóbicos. Cinco dias depois, ele morria num hospital da cidade de Fort Collins, no Colorado.
Antes de ter a vida brutalmente arrancada por intolerantes, o assumido Matthew era estudante de Ciências Políticas na Universidade de Wyoming e militava em grupos e entidades de defesa dos gays. Na noite de 6 de outubro de 1998, ele saía do bar Fireside Lounge quando foi abordado por Aaron McKinney e Russell Henderson, que na época tinham 21 e 22 anos respectivamente. Dizendo-se serem também gays, os criminosos ofereceram uma carona para Matthew.
Ao chegarem numa área rural, Henderson e McKinney atacaram Matthew com coronhadas, torturaram e amarraram-no a uma cerca, largando-o quase morto. Quando foi encontrado por ciclistas, o jovem tinha a cabeça fraturada e sérios danos no cérebro que comprometiam sua frequência cardíaca, temperatura corporal e outras funções vitais.
Uma década depois do crime, os assassinos cumprem pena de prisão perpétua e Matthew Shepard virou símbolo da luta contra a intolerância.
Na manhã desta segunda, 6, a mãe do rapaz, Judy Shepard, esteve no programa The Early Show, veiculado pelo canal norte-americano CBS. Ela deu uma entrevista contado sobre o que mudou (e o que precisa ser mudado) no que diz respeito ao combate à homofobia nos EUA. O próprio estado do Wyoming, onde o ataque aconteceu, ainda não tem uma lei específica para crimes de ódio.
Nem um pouco resignada, a mãe de Matthew afirmou que vai continuar lutando para que violências como a que vitimou seu filho não se repitam e para que os governos aprovem legislações que coibam de maneira eficaz essas práticas.


*Em 2002 a história virou um filme para televisão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário